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Bento XVI ensaia reconciliação com comunidade judaica

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Bento XVI ensaia reconciliação com comunidade judaica

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Ao final de semanas de polémica, Bento XVI disse ontem as palavras que a comunidade judaica esperava ouvir, ao considerar a negação do holocausto como “intolerável”.

As declarações foram proferidas durante a visita ao Vaticano de uma delegação da comunidade judaica norte-americana. Desde há semanas que a reabilitação de um bispo negacionista britânico inflama as relações entre as duas religiões, tendo mesmo levado à suspensão do diálogo entre o Vaticano e os judeus em Israel e na Alemanha. Para o responsável do memorial do holocausto em Israel, as declarações do papa representam uma mensagem clara à humanidade e aos fiéis católicos, “espero que o papa possa reafirmá-las quando visitar o memorial durante a próxima visita a Israel”. Para tentar acalmar as tensões o Vaticano agendou para o dia 8 de Maio, uma deslocação do sumo pontífice à terra santa. Um gesto aplaudido pelas autoridades israelitas. Para o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros israelita, “não basta que o Vaticano se distancie deste bispo negacionista e das suas posições, mas é necessário que tome mais medidas para tornar claro que estas posições são inaceitáveis para a igreja católica”. Na base da polémica estão as declarações do bispo fundamentalista britânico Richard Williamson, que declarara duvidar da existência das câmaras de gás nos campos de concentração nazis. Williamson tinha sido reabilitado pelo Vaticano, assim como outros bispos tradicionalistas, uma decisão que o papa se recusa a rever, apesar da polémica criada dentro e fora da Igreja Católica.