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Partilha do poder no Zimbabué abalada por detenção de ministro da oposição

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Partilha do poder no Zimbabué abalada por detenção de ministro da oposição

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A tomada de posse do novo governo de união nacional no Zimbabué está longe de assegurar a reconciliação entre o partido de Robert Mugabe e a oposição.

Um ministro do movimento para a mudança democrática foi detido esta noite pela polícia, acusado de traição. Horas antes, a cerimónia de investidura, em Harare, foi marcada pela imposição de dois novos ministros, à última hora, por parte do partido do presidente Robert Mugabe. O chefe de Estado, que se mantém no cargo apesar de derrotado nas eleições, assegurou que quer, “colaborar com os parceiros de coligação”. Ao final de meses de negociações para encontar um acordo entre os partidos rivais, Morgan Tsvangirai assume as funções de chefe de governo. Mas no campo presidencial, nada parece ter mudado, com um elenco de ministros suspeitos de corrupção ou de diversos massacres. O presidente da Àfrica do Sul, que mediou as negociações entre os rivais, apelou à União Europeia e ao governo britânico para que, “levantem as sanções ao país”. O novo primeiro-ministro pediu à comunidade internacional uma ajuda mensal de 100 milhões de dólares para fazer face à crise económica e sanitária que atinge o país. Mas a permanência de Mugabe no poder não sossega Londres e Bruxelas.