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Venezuela referenda sobrevivência política de Chavez após 2012

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Venezuela referenda sobrevivência política de Chavez após 2012

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A Venezuela regressa hoje às urnas para referendar a proposta do presidente de alterar o limite de mandatos no poder.

Depois de dez anos na chefia de Estado, Hugo Chavez quer alterar a Constituição para poder recandidatar-se em 2012. As sondagens dão uma ligeira vantagem de 7 pontos ao campo do SIM, que nos últimos dias tem vindo a perder terreno. Em 2007, os venezuelanos tinham rejeitado a mesma proposta em referendo. O sufrágio de hoje é visto como um novo teste à popularidade do presidente que ordenou ontem a expulsão do país de um observador internacional – um eurodeputado espanhol – que o acusara de ser um ditador. Numa conferência de imprensa em Caracas, Chavez considerou a situação “lamentável”: “Espero que o incidente produzido por este indigno deputado europeu não perturbe as excelentes relações que mantemos com o governo de Espanha”. O eurodeputado conservador Luis Herrero era um dos 98 observadores internacionais convidados para acompanhar o sufrágio. A comissão eleitoral venezuelana justificou a decisão de expulsar o responsável pelas críticas que este dirigira contra a organização do sufrágio e as acusações directas contra Chavez. Herrero tinha criticado a decisão de prolongar a abertura das assembleias de voto, considerando-a “propícia a manobras não democráticas”. O governo espanhol convocou ontem o embaixador venezuelano em Madrid para exigir explicações sobre o sucedido.