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G7 contra o proteccionismo e a favor de uma "nova ordem económica"

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G7 contra o proteccionismo e a favor de uma "nova ordem económica"

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A reunião do G7 em Roma terminou ontem com uma declaração de princípios distante de um plano de medidas concretas contra a crise económica.

Os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais dos sete países mais industrializados do mundo reconheceram que a “desacelaração da economia vai prosseguir ao longo de 2009”. Na declaração final, os responsáveis apelam os governos a evitar o proteccionismo e a rever as regras dos mercados financeiros para criar uma “nova ordem económica mundial”, nas palavras do ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti. Apesar das críticas às medidas proteccionistas adoptadas pelos Estados Unidos, no plano de resgate da economia de Obama, e por França e Itália, no sistema de ajudas ao sector automóvel, nenhum dos países visados se exprimiu sobre o tema. O secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Tim Geithner limitou-se a apelar ao “respeito pelo comércio livre e pelas políticas de investimento como forma de assegurar a confiança dos mercados”. Os responsáveis sublinharam a necessidade de coordenar esforços para adoptar medidas mistas de resposta à crise, entre investimento público e reduções fiscais. A reunião que se iniciou na sexta-feira é vista, antes de mais, como um ensaio geral para a cimeira do G20 de Londres. Os ministros do G7 pronunciaram-se a favor do reforço do papel do Fundo Monetário Internacional para ajudar os países pobres a ultrapassarem a actual crise.