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Khmer vermelhos começam a ser julgados

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Khmer vermelhos começam a ser julgados

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Um tribunal internacional começa a julgar esta terça-feira em Phnom Penh alguns dos alegados autores do genocídio cambojano da década de 70.

Kaing Gek Eav, mais conhecido como Duch, foi um dos torturadores do regime dos khmer vermelhos de Pol Pot e só agora, aos 66 anos, vai enfrentar a justiça. Duch é acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidade, tortura e homicídio. Uma lista de atrocidades cometidas quando dirigia o centro de detenção e tortura S21 na capital cambojana. Mais de 30 anos depois da tragédia, Chum Manh, um dos 14 sobreviventes do campo onde foram torturados cerca de 16.000 prisioneiros, continua sem perceber a violência: “Quero perguntar-lhe (ao Duch) porque é que trouxe pessoas para serem torturadas ou mortas e o que é que eu fiz para ser torturado aqui? Os meus filhos, a minha mulher, foram todos mortos. Será que eram todos da CIA? quem é que está por trás da matança?”, questiona. Uma grande parte das famílias cambojanas perderam entes queridos entre 1975 e 1979, período em que os khmer vermelhos mataram perto de 2 milhões de pessoas nos campos da morte. A Human Rights Watch acusa o tribunal internacional de falta de isenção e credibilidade depois de a parte cambojana ter impedido a inclusão de mais nomes na lista de acusados.