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UBS faz mea culpa

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UBS faz mea culpa

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O UBS deu um passo para quebrar o mito do sigilo bancário suíço, ao aceitar pagar 780 milhões de dólares aos serviços fiscais dos Estados Unidos e denunciar 250 clientes norte-americanos acusados de fuga ao fisco – o que não deixa de ser uma pequena parte, já que se suspeita que ao todo 17.000 americanos fujam aos pagamentos fiscais graças a contas no UBS.

O presidente do banco suíço, Peter Kurer, fez um mea culpa em relação a estas práticas: “Enquanto organização, cometemos erros graves. O nosso sistema de controlo falhou completamente. Pior do que isso, em certos sectores da nossa empresa, tolerámos uma cultura que não respeita, em nada, a lei de alguns países”. Este mea culpa do UBS chega na mesma altura em que Gordon Brown promete uma cruzada contra os paraísos fiscais. O primeiro-ministro britânico pede um sistema que permita a supervisão internacional dos bancos. “Há dez anos que temos vindo a fazer pressão para que haja um sistema regulador, temos vindo a dizer aos outros países que é essencial, no mundo dos fluxos internacioonais de dinheiro, que os bancos possam trabalhar com vários países. Os bancos não podem só ser supervisionados a nível nacional. Têm que ser regulados também no que toca às actividades que têm em todo o mundo”, disse o primeiro-ministro britânico. Apesar das recentes reformas, a Suíça é ainda vista como um paraíso fiscal, onde se refugiam muitos cidadãos da União Europeia para fugir aos impostos. Brown aponta o dedo ao país e pede abertura aos bancos. Já Barack Obama, que quer também atacar este problema, escolheu como principal alvo as ilhas Caimão.