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Saab refugia-se na justiça

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Saab refugia-se na justiça

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A construtora automóvel SAAB intrepôs, num tribunal de Estocolmo, um expediente de salvaguarda. Esta medida, que não significa uma declaração de falência, deixa a filial sueca da General Motors ao abrigo de possíveis execuções de dívidas, numa altura em que o sector automóvel está a sofrer com a crise mundial.

O presidente da Saab está confiante que a construtora vai sobreviver à crise: “Devemos olhar para a história da nossa empresa, para os bons resultados, e olhar para o futuro. Podemos não ter bons resultados agora, mas isso é normal nestes tempos de crise e temos planos para o futuro, por exemplo, este carro da série X”, disse Jan Ake Jonsson. O procedimento faz com que a SAAB tenha agora um período para encontrar financiamentos, quer pela entrada de novos investidores, quer pela venda da empresa. Os trabalhadores mantêm a confiança. Diz um operário: “Este processo é melhor que a declaração de falência, sem dúvida. É uma opção melhor”. O anúncio das dificuldades da SAAB surgiu três dias depois de a General Motors, principal accionista, ter apresentado como objectivo, até ao início de 2010, a venda da participação na SAAB. O grupo dirigido por Rick Wagoner está a acumular dívidas e deve receber, até 2011, ajudas do governo norte-americano, num valor total de 30 mil milhões de dólares. Estes pagamentos fazem parte do plano de ajuda ao sector automóvel. O emagrecimento da General Motors pode vir a passar não só por uma venda da Saab, mas também pela venda da principal filial europeia, a Opel. Uma medida que, a concretizar-se, põe em perigo 100.000 empregos na Alemanha, tanto directos como indirectos. Quanto à Saab, o salvamento pode vir do Estado sueco, que não quer entrar no capital, mas pode garantir um empréstimo.