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Sigilo bancário "abana" a Suíça

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Sigilo bancário "abana" a Suíça

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As acções do banco suíço UBS afundam-se esta manhã na bolsa. Na abertura, o título perdia mais de nove por cento.

O mercado reage negativamente ao acordo por parte da autoridade financeira suíça de quebrar o sigilo bancário realtivo a 250 clientes americanos. O caso está a fazer uma enorme polémica no país com o presidente da confederação helvética na mira das críticas que vêm de todos os quadrantes políticos. O líder da direita populista, Yvan Perrin, afirma: “Agora, quando se exercem pressões sobre a Suíça, ela cede. Esta é uma mensagem desastrosa e penso que não vamos tardar a pagar as consequências, porque aqueles que até agora tinham dinheiro aqui e que sabem que podem ser denunciados ao fisco dos seus países, vão partir” Para o dirigente socialista, Christian Levrat, “o conselho social e o mercado financeiro assumem uma grande responsabilidade. Têm-se recusado a debater o sigilo bancário e são responsáveis por este impasse”. Para o presidente do partido radical, Fulvio Pelli, o sistema não está em causa: “O sigilo bancário depende de nós. Se nós quisermos que esta instituição do sistema financeiro continue, ela continuará”, afirma. Posição diferente têm os Verdes. Ueli Leuenberger, o presidente do partido defende que “O sigilo bancário não pode existir para proteger de acções imorais e por vezes mesmo criminais”. Para já são 250 nomes. A questão promete não ficar por aqui. O governo americano prepara-se para exigir informações sobre mais 52 mil contas. A Europa exigiu já o mesmo tratamento para os pedidos europeus de levantamento do sigilo bancário.