Última hora

Última hora

A crise da moda

Em leitura:

A crise da moda

Tamanho do texto Aa Aa

Criatividade em tempos de crise podia ser o mote da vigésima quinta edição da semana da moda londrina.

Depois da pompa e circunstância de dois mil e oito, regada com muito champanhe, o primeiro desfile de dois mil e nove foi mais económico. A aposta dos produtores do evento comemorativo dos vinte e cinco anos desta iniciativa, e dos criadores convidados, mostra que o glamour não depende do poder de compra mas da vontade de fazer. Paul Smith, estilista, explica que o importante é, em termos criativos e de custos, não pensar excessivamente na recessão e usar todas as armas que se tiver. A criatividade é o ponto central de toda a produção de dois mil e nove para o próximo Outono/Inverno. Os estilista escolheram tecidos mais baratos para que as colecções possam passar para a vida real e estão apostados em viver para lá da crise. Betty Jackson, designer de moda, afirma que as indústrias criativas conseguem responder a este tipo de situações, que estamos numa crise de credito e não de criatividade. O resultado é uma semana de moda na qual não se sente a crise apesar dos produtores e criadores garantirem que gastaram menos dinheiro neste projecto. A “London Fashion Week” termina no dia vinte e cinco.