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CE tenta evitar proteccionismo no sector automóvel

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CE tenta evitar proteccionismo no sector automóvel

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Face a uma indústria automóvel em forte desaceleração e aos Estados membros que a tentam salvar, a Comissão Europeia apresentou, esta quarta-feira, um quadro de acção para o sector.

O documento não apresenta novas propostas de apoio. Mas recapitula, de forma sistemática e exaustiva, as possibilidades existentes em termos de ajudas estatais, incentivo ao abate dos veículos mais antigos, recomendações sobre os investimentos em tecnologia ou ajudas aos trabalhadores. Objectivo primeiro: evitar o proteccionismo. “Se defendêssemos o proteccionismo, estaríamos a cometer um grande erro. É algo absolutamente fora de moda, não faz parte do nosso vocabulário nem do nosso dicionário. Nós tomámos a decisão de criar um mercado único. E o mercado único trouxe imensas vantagens, incluindo para a indústria automóvel. Posto isto, recordo que o mercado único não é só para as vendas; é também para a produção”, afirmou Neelie Kroes, comissária para a Concorrência. Proteger a produção é o que tenta fazer o presidente francês. Nicolas Sarkozy aprovou um plano de ajuda ao sector, que prevê como contrapartida que as fábricas não deslocalizem. A Comissão diz-se “preocupada”. O texto de Bruxelas deverá agora ser analisado pelos Estados membros. Mas o sector reclama mais ajudas. “Sabemos que os planos de incentivo ao abate de veículos e à renovação das frotas têm sido muito úteis. Está provado na Alemanha, na França e noutros países. Talvez haja dinheiro europeu que possa ser utilizado nestes planos. A Comissão devia analisar a questão”, argumenta Ivan Hodac, da Associação Europeu dos Construtores Automóveis. Os construtores reclamam uma ajuda financeira de 15 mil milhões de euros, para este ano, para compensar uma previsão de 15% de queda de produção. A indústria automóvel europeia tem um volume de vendas anuais de 780 mil milhões de euros e emprega 12 milhões de pessoas.