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Caso de corrupção alastra a outros membros do PP espanhol

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Caso de corrupção alastra a outros membros do PP espanhol

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Um escândalo de corrupção que atinge o Partido Popular espanhol ameaça tomar um dimensão nacional.

Uma providência do juiz Baltasar Garzon levanta a possibilidade da implicação de deputados e senadores do PP numa rede corrupta detectada em diversas regiões. O caso veio a público no início do mês, já resultou na detenção de três pessoas e na constituição de mais de 30 arguidos. O PP queixa-se de perseguição. “A justiça deve ser imparcial, no interior como nas aparências. Há coisas que se passam nestes dias de campanha elitoral, de que ninguém gosta”, declarou o líder da oposição conservadora Mariano Rajoy. No documento enviado à procuradoria anti-corrupção, Garzon questiona o envio do processo para os tribunais de Madrid e Valência, regiões de onde provêm os arguidos. O magistrado argumenta que o caso deveria ser entregue ao Tribunal Supremo. Por seu lado, os populares apresentaram queixa contra o juiz, o que já motivou o repúdio do partido socialista no poder. “É surpreendente que o Partido Popular, em vez de perseguir os ladrões, persiga a polícia”, disse José Blanco, número dois do Partido Socialista. O Partido Popular continua a exigir o afastamento de Baltazar Garzon do caso. Uma medida que foi defendida inicialmente pela procuradoria. A investigação sobre o escândalo de corrupção já provocou baixas nas fileiras dos conservadores. Um presidente de Câmara e um vereador demitiram-se e os principais detidos têm todos ligação ao PP.