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Milhares protestam pela sobrevivência das marcas europeias da GM

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Milhares protestam pela sobrevivência das marcas europeias da GM

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Um mega-protesto em defesa dos postos de trabalho e de ajudas públicas para sobreviver à ameaça de falência da General Motors. Milhares de trabalhadores da Opel, da Vauxhall e da Saab manifestaram-se hoje em vários pontos das Europa, propondo nomeadamente a separação com o grupo norte-americano, casa-mãe das construtoras automóveis europeias.

Na Alemanha, 15 mil pessoas reuniram-se junto à principal fábrica da Opel, na localidade de Ruesselsheim. Um manifestante explica que “muitos estão fartos da situação, que não pode continuar. Mesmo no exterior, um grande número de pessoas diz que é bom que alguém comece a lutar” para dar a volta à situação. Os centros de produção da GM na Europa contam com 50 mil trabalhadores, que temem perder o emprego no quadro do plano de negócios que o grupo norte-americano vai apresentar na sexta-feira. O vice-chanceler e ministro dos Negócios Estrangeiros manifestou o apoio à luta dos efectivos da construtora alemã. Frank Walter-Steinmeier diz que “a Opel é os seus trabalhadores e é por isso que deve sobreviver”. Berlim está, oficialmente, à espera do plano da GM para lançar negociações. A General Motors apresentou hoje os números relativos a 2008, com um prejuízo de mais de 24 mil milhões de euros, sobretudo acumulado no último trimestre do ano.