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Receber os prisioneiros de Guantánamo sim, mas...

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Receber os prisioneiros de Guantánamo sim, mas...

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A eventual cooperação europeia com o encerramento de Guantánamo divide os países da Europa. A Comissão Europeia e a presidência checa da União já tranquilizaram os Estados membros: a decisão de acolher prisioneiros será exclusivamente tomada pelos países em causa. Nenhum Estado membro será obrigado a receber os antigos detidos.

A França diz mesmo que nenhum prisioneiro deverá ser obrigado a ir para França, por exemplo, se não tiver afinidades com esse país. Que estatuto terão estas pessoas? Como vão movimentar-se dentro do Espaço Schengen? Comissão e Conselho avisam que podem ser-lhes impostas restrições à liberdade de movimento. O assunto é complexo e levanta muitas dúvidas, garante Alfredo Pérez Rubalcaba, ministro espanhol da Administração Interna: “Agora que os Estados Unidos pedem a nossa colaboração, creio que devemos dar-lha. Segundo: Legalmente, o assunto é muito complexo. Há que estudá-lo para ver como vamos fazer essa cooperação, do ponto de vista jurídico. Terceiro, seria bom que houvesse uma posição comum europeia, mas com a flexibilidade que um assunto desta natureza exige.” ONG como a Amnistia Internacional apelam à Europa, para que receba cerca de 60 detidos que correm o risco de tortura, se forem enviados para os países de origem. Em meados de Março, o comissário Jacques Barrot e o ministro checo do Interior vão a Washington, perceber as expectativas dos americanos. Na bagagem levam uma lista de perguntas, com vista a avaliarem os riscos para a segurança europeia. Perguntas como: Se estas pessoas são inocentes porque é que os americanos não as querem na América?