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Administração da Opel quer separação da GM

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Administração da Opel quer separação da GM

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Direcção e trabalhadores estão de acordo: Oitenta anos depois do casamento entre as duas empresas a Opel quer tornar-se independente face à casa mãe.

O que a Opel pretende é ganhar autonomia mas sem deixar de pertencer à GM. A questão é que a marca de automóveis alemã foi arrastada para a crise devido aos problemas da GM norte-americana. O Presidente da GM europeia explica que é importante que a Opel se mantenha ligada a GM para que tenha acesso à tecnologia mas de uma forma que permita ser mais independente, em termos legais, do que é hoje. Para evitar a falência a Opel precisa de três mil milhões de euros. O governo alemão pode apoiar o plano de reestruturação, através da concessão de uma linha de crédito especial e de avales do Estado ao financiamento da empresa. A posição agora expressa pela administração da Opel vem, de alguma forma, ao encontro das reivindicações dos trabalhadores. Klaus Franz, responsável pela União de Sindicatos, afirma que o novo conceito abre novas possibilidades para empresas, investidores e trabalhadores poderem investir na nova Opel. Ontem milhares de trabalhadores manifestaram-se na fábrica alemã de Russelsheim para exigirem a que a empresa se desvincule da construtora. Devida à crise A GM quer poupar cerca de setecentos e cinquenta milhões de Euros, este ano, na Europa. Um plano que pode passar pela venda ou encerramento das fábricas menos rentáveis.