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Proteccionismo e bancos na ordem do dia da cimeira de domingo

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Proteccionismo e bancos na ordem do dia da cimeira de domingo

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Da cimeira especial deste domingo, em Bruxelas, não se esperam resultados concretos. Os Vinte e Sete vão tentar unir-se para fazer face à crise e, sobretudo, pôr fim à polémica sobre as acusações de proteccionismo. A maior parte dos países do Leste apoia a presidência checa, que acusou a França de proteccionismo.

Paris aprovou um plano de ajuda à indústria automóvel, à condição que as fábricas não deslocalizem para a República Checa, por exemplo, tinha dito Nicolas Sarkozy. Para a República Checa, primeiro produtor europeu de automóveis, trata-se de “proteccionismo inaceitável”. A indústria automóvel, um dos principais empregadores do sector privado na Europa, é de facto uma das mais atingidas pela crise. Os países do Leste receiam agora que os bancos ocidentais comecem a abandonar a região. Se isso acontecer, a situação pode ainda pior, como explica o analista Zsolt Darvas, do Bruegel Institute: “O que seria realmente importante era encorajar os bancos da Europa Ocidental a não desinvestirem nestes países, porque se retirarem os capitais, a crise económica será ainda mais profunda.” Os países do Leste, que não fazem parte da zona euro, viram o seu crescimento económico brutalmente interrompido. Estima que a União Europeia não lhes dá ajuda financeira suficiente. Para Durão Barroso, desta cimeira devem sair duas mensagens essenciais: abertura económica e emprego.