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Retirada norte-americana do Iraque implica riscos para a segurança do país

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Retirada norte-americana do Iraque implica riscos para a segurança do país

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Durante a campanha eleitoral Obama prometeu retirar os seus soldados do Iraque 16 meses depois da tomada de posse.

A retirada anunciada esta sexta-feira é mais lenta do que o prazo inicialmente previsto, mas acaba por ser bem mais rápida do que o que pretendiam muitos comandantes norte-americanos. Apesar de bem recebida, a decisão implica alguns riscos para a segurança interna do Iraque. Nos últimos 12 meses, as tropas norte-americanas tornaram-se numa força de manutenção de paz ou de polícia. No entanto, afirmam ter um papel fundamental no que diz respeito a um potencial conflito entre soldados e polícias xiitas e sunitas e guerrilheiros curdos peshmerga. Para além disto, as cidades junto à fronteira com a região autónoma do Curdistão têm sido alvo de uma disputa entre curdos e o governo central. Isto para não falar de Kirkuk, cidade rica em petróleo. A al-Qaida também se mantém bem presente no país, sendo as províncias de Diyala e Ninive consideradas como bastiões seus. O governo central reservou 12,6% do orçamento 2008-09 à defesa. Uma percentagem que representa oito mil milhões de dólares. O Ministério da Defesa pretende passar dos 260 mil para os 300 mil soldados, equipar o exército com material tecnologicamente avançado e criar uma força aérea iraquiana. A Marinha foi destruída em 1991. Actualmente conta com dois mil homens, mas o objectivo do executivo de Bagdade é chegar aos 6500 soldados dentro de dois ou três.