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ETA assombra campanha eleitoral basca

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ETA assombra campanha eleitoral basca

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No último dia de 2008, a ETA atacou vários órgãos de comunicação instalados num edifício em Bilbao.

Algumas semanas depois, reivindicou e justificou o atentado, com o facto dos “supostos media” trabalharem ao “serviço do fascismo espanhol”. O chefe do Governo Regional Basco condenou, de imediato, o atentado. “Ainda por cima, têm o descaramento de dizer que assassinar filhos do povo basco, que pôr bombas aqui, na EiTB, é para construir o País Basco… Que maneira tão curiosa de construir, matando os seus filhos! Que maneira tão curiosa de construir, destruindo edifícios!”, afirmou Juan José Ibarretxe. No início de Fevereiro, um dia depois da interdição das candidaturas de dois partidos independentistas às eleições regionais, a ETA voltou a atacar. Um carro armadilhado explodiu junto a uma filial da Ferrovial Agroman, empresa envolvida na construção do TGV basco, um dos alvos da organização terrorista. Dias depois, o juíz Baltasar Garzón decretou a suspensão das actividades do D3M e do Askatasuna, por ligações ao ilegalizado Batasuna. Antes da interdição, foram detidos dez militantes das formações. É a primeira vez que nas eleições regionais bascas não há nenhuma lista alegadamente próxima da ETA, mas nem, por isso, o movimento radical ficou fora da campanha. Sedes do PNV e do PSE foram alvo de ataques incendiários e de atentados bombistas. A ETA voltou a atacar durante uma campanha eleitoral, em que os partidos interditos apelaram ao voto em branco ou nulo, com o nome do D3M ou do Askatasuna.