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Itália limita direito à greve

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Itália limita direito à greve

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Governo de Silvio Berlosconi restringe o direito à greve, por enquanto, apenas no sector dos transportes públicos.

Mas a porta fica aberta, para restringir esse direito, noutros sectores. O Conselho de Ministros desta sexta-feira aprovou uma lei que limita o direito de convocatória de greve aos sindicatos que façam prova de representar, pelo menos, 20 por cento dos assalariados. O ministro dos Assuntos Sociais, admitiu que as restrições podem ser alargadas: “Limitámos o projecto de lei ao sector dos transportes públicos, apesar de precisarmos de regular as greves em todo o sector dos transportes rodoviários e também às manifestações que bloqueiam as estradas e auto-estradas, portos, aeroportos, caminhos de ferro que sequestram cidadãos”. Sem uma quota de representatividade de 20 por cento, os sindicatos precisam de escrutinar a vontade dos associados. Se essa vontade for de 30 por cento, então sim, podem convocar a paralisaçao. Um porta-voz sindical recordou ao Governo que o direito à greve é reconhecido nos países da liberdade: “Há uma grande ambiguidade, neste texto. Por todo o mundo, onde há liberdade, pode fazer-se greve. Se não há liberdade, não se pode fazer greve”. Mesmo com 30 por cento de vontade expressa, os grevistas terão de atestar por escrito e individualmente, a sua adesão à greve.