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Cimeira extraordinária da UE recusa proteccionismo

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Cimeira extraordinária da UE recusa proteccionismo

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Todos unidos contra o proteccionismo. O objectivo primeiro da Cimeira Extraordinária deste domingo, em Bruxelas, parece ter sido atingido: os Vinte e Sete buscavam uma posição comum contra a crise e alcançaram-na.

A saída para a crise passa pela recusa do proteccionismo, única maneira de evitar uma nova cortina de ferro entre o Leste e o Ocidente. Um consenso que põe, assim, fim a semanas de uma polémica que começou por causa do sector automóvel. O assunto foi discutido, garante Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia explica: “Discutimos a forma como é possível, na prática, apoiar o sector automóvel sem violar as regras do mercado interno e sem que as medidas nacionais corram o risco de ser prejudiciais para os outros países.” Prejudicial seria também deixar entrar na zona euro países que não cumprem os critérios, mas que viam na moeda única europeia uma possível saída para a crise. O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, que assume a presidência rotativa da União, foi claro: “Em relação às regras para aderir à zona euro, a maioria dos países está de acordo que, neste momento, seria um grande erro mudar as regras do jogo.” Esta manhã, antes da cimeira, os líderes dos países do Leste da Europa, mais atingidos pela crise, tinham-se reunido. Certos países pediam ajuda à União Europeia, para fazerem face à crise. Outros recusam ser considerados como um bloco, reclamando o direito a um tratamento caso a caso. Reclamação bem ouvida pela presidência checa da União. Mirek Topolanek respondeu que a União Europeia ajudará os países do Leste que estejam em dificuldade, mas recusou um grande plano de ajuda global.