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Galiza e País Basco votam sob fundo de crise

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Galiza e País Basco votam sob fundo de crise

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Mais de quatro milhões de bascos e galegos vão às urnas para elegerem os líderes autonómicos num escrutínio que pode trazer surpresas. Os 762 colégios eleitorais criados abriram hoje às 09:00 locais sem qualquer incidente.

No País Basco, a esperada subida dos socialistas ameaça afastar do poder a coligação dominada pelo Partido Nacionalista Basco o PNV. No País Basco e pela primeira vez, a esquerda radical foi excluída das eleições situação desencadeaou revolta no seio da organização separatista basca.

As sondagens indicam a grande decisão se encontra nas mãos do elevado número de indecisos. Facto que levou o ainda líder do executivo basco, Juan José Ibarretxe, a apelar ao voto. A normalidade marcou também a abertura das urnas espalhadas pelas 315 autarquias da Galiza, no início de uma jornada eleitoral onde tudo pode acontecer em termos de resultados para o novo parlamento regional.

O escrutinio têm desta vez uma extrema importância, mesmo que a região autonómica da Galiza, só represente 6,13% da população e 5,14% do PIB. Estas eleições são um sério teste para política nacional espanhola. Zapatero e Rajoy jogaram tudo na região. Em tempo de crise as promessas económicas são uma tentação. Perez Tourino, líder do Partido Socialista da Galiza prometeu aos desempregados um subsídio mensal para ajudar na integração no mercado do trabalho, além de medidas de apoio aos mais carenciados. Quase dois terços da população galega considera, hoje, estar pior do que há quatro anos, quando se realizaram as últimas eleições autonómicas.