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Há dinheiro para Gaza mas falta a paz

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Há dinheiro para Gaza mas falta a paz

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A conferência de doadores para a reconstrução de Gaza e para ajudar a economia palestiniana reuniu mais de 3,5 mil milhões de euros em promessas de dons, dos quais mais de 400 milhões serão doados pela União Europeia.

Na declaração final da conferência que se realizou no Egipto, em Charm El-Ceikh, os países e as organizações presentes reclamaram a abertura dos pontos de passagem da Faixa de Gaza com Israel. A paz com o Estado hebreu também foi evocada, naturalmente. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, fez eco das preocupações de todos: “sem acordo político com Israel os esforços de reconstrução servirão de muito pouco.” Telavive mostrou-se disposta a colaborar e a apoiar os esforços dos palestinianos na Faixa de Gaza mas quer garantias de que o dinheiro não vai parar às mãos do Hamas. Mas o movimento de resistência islâmica é incontornável num território que controla há 18 meses. Ausente da conferência, o Hamas pediu aos doadores para “não entrarem no conflito interno palestiniano e encontrarem a melhor maneira de enviar directamente o dinheiro aos cidadãos palestinianos.” A distribuição do dinheiro é um dos problemas que vai ter de ser resolvido pois a comunidade internacional insiste que os fundos não podem passar pelo Hamas. O dinheiro prometido deverá ser entregue nos próximos dois anos. Mas enquanto a desconfiança não for enterrada e as fronteiras permanecerem fechadas nada vai mudar.