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Construção de colonatos na Cisjordânia compromete paz

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Construção de colonatos na Cisjordânia compromete paz

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São, regra geral, construídos no alto de uma colina e protegidos por uma zona tampão onde os palestinianos não podem cultivar nem tão pouco utilizar os acessos para lá chegar, por questões de segurança. Os colonatos judaicos ocupam 40% da Cisjordânia. São considerados ilegais pelo direito internacional, mas Israel faz orelhas moucas como explica Hagit Ofran, da organização não-governamental Peace Now.

“Descobrimos que o Ministério da Habitação tem planos para construir 73 mil novas casas e achamos que se estes planos forem aplicados isto pode impedir a solução dos dois Estados e impedir que se encontre uma solução para o conflito.” Devido à inexistência de um acordo de paz definitivo entre as duas partes, os acordos existentes, nomeadamente os de Oslo, exigem uma paragem total das construções. No entanto, há mais de 20 anos que as obras continuam. Entre 2007 e 2008, o número de colonos passou de 270 mil para 285 mil. Em 1993 eram 40 mil. Em 2005, Netanyahu abandonou o governo de Ariel Sharon, onde ocupava o cargo de ministro das Finanças, para protestar contra a retirada de Gaza e o desmantelamento das colónias que sempre defendeu. Ao deixar o executivo advertiu para o facto de um dia os tiros de roquete chegarem a Ashdod e a Ashkelon. Quatro anos depois a história dá-lhe razão, mas será que vai poder continuar a defender uma posição contrária à do seu aliado norte-americano. Tudo depende dos seus parceiros de coligação e ao que tudo indica a extrema-direita vai estar no governo e tem uma visão bem particular do que deve ser a solução para o conflito, tendo em conta a posição defendida pelo deputado Arieh Eldad. “O governo de Netanyahu devia perceber que os judeus deviam poder viver em qualquer sítio do seu país, na terra de Israel, e que os Palestinianos deviam ter um Estado que é a Jordânia e que portanto já têm. Não é preciso haver dois Estados.” Os acordos de Oslo não acabaram com a colonização nem transformaram Israel num Estado mais viável. A segurança serviu de justificação para todo o tipo de medidas e o controlo da Faixa de Gaza pelo Hamas só favorece este tipo de políticas.