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CPLP envia delegação à Guiné-Bissau

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CPLP envia delegação à Guiné-Bissau

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A situação permanece confusa na Guiné-Bissau, depois de dois atentados terem vitimado em menos de 24 horas, o presidente e o chefe das forças armadas do país.

Militares e responsáveis do governo reuniram-se ontem de manhã em Bissau para afastarem as especulações sobre uma tentativa de golpe de Estado. O governo anunciou a criação de uma comissão de inquérito às mortes de Nino Vieira e do general Tagme Na Waie. Os ataques arriscam-se, no entanto, a perturbar o processo de reconciliação iniciado por Vieira em 2005, seis anos após ter sido derrubado por um golpe militar. Os ataques foram vivamente condenados pela comunidade internacional que apelou ontem à calma. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunida ontem em Lisboa, decidiu enviar uma delegação ao país, chefiada pelo secretário de estado dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho. Esta noite uma calma tensa reina em Bissau, depois do exército ter fechado as fronteiras com os países vizinhos. Desde as eleições de Novembro, tanto Nino Vieira como o general Na Waié tinham sido alvo de atentados falhados, no contexto da tensão crescente entre a guarda presidencial e os militares. Alguns analistas sublinham ainda o peso crescente das redes de tráfico de droga no país, que poderá ter exarcebado o conflito entre as duas alas militares.