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Talvez mais 22 anos de cadeia para Khodorkovsky

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Talvez mais 22 anos de cadeia para Khodorkovsky

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O segundo julgamento de Khodorkovsky e do seu sócio Lebedev começa um ano depois da chegada ao poder de  Dmitri Medvedev e é visto como um teste à política de Moscovo, que em plena crise económica poderá ser o rastilho para a explosão do descontentamento popular.
 
Detido na Sibéria há quatro anos, o ex-patrão do grupo petrolífero Iukos começou hoje a ser novamente julgado num processo que pode valer-lhe  mais 22 anos de cadeia.
 
A chegada ao poder de Vladimir Putine em 2000, marcou a queda do oligarca que não escondia as suas ambições políticas.
 
A opinião pública russa segue de perto o caso. “ Uma mulher defende que Khodorkovski é um homem que poderia fazer muito pelo país em vez disso puseram-no na cadeia. Coisas assim só acontecem sob o regime de  Putin. É uma vingança”.
 
“ Khodorkovski devia ser libertado. Há muitos culpados como ele que se encontram livres e ele não pior do que os outros é mesmo, em certa medida, mesmo melhor”. 
 
O antigo magnata responde  por acusações de desvio de 20 mil milhões de euros e branqueamento de cerca de 11 mil milhões de euros. Encontra-se nesta altura a meio de uma pena de oito anos por fraude e evasão fiscal.
 
Tal como no primeiro processo inúmeras organizações dos direitos humanos e defesa denunciam motivações políticas no processo.
 
A empresa Iukos acabou ela também por ser acusada de fraude fiscal. O seu desmantelamento terminou  no Verão de 2007 e o grande beneficiário com esta operação foi a empresa pública Rosneft, presidida por um próximo de Vladimir  Putin.