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Buscas à sede da Naftogaz potenciam conflito político na ucrânia

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Buscas à sede da Naftogaz potenciam conflito político na ucrânia

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Uma operação dos serviços de segurança ucranianos à sede da Naftogaz acentuou esta quarta-feira as divergências entre a presidência e a chefia de Governo.

Os homens da SBU, às ordens de Viktor Yushenko, justificaram a acção com uma investigação criminal à empresa pública que esteve no centro de uma querela sobre tarifas entre a Rússia e a Ucrânia. A contenda entre os dois países terminou com um acordo que Timoshenko continua a afirmar não defender os interesses do país. “Quer a Ucrânia pague ou não o gás no mês de Fevereiro, durante os próximos dois dias, tal como estipula o contrato, a resposta a essa questão depende de algumas coisas e uma delas é o pagamento por parte das autoridades de Kiev, e por parte dos residentes”, disse. Ausente do país em visita oficial, a primeira-ministra Julia Timoshenko condenou a operação na sede da Naftogaz, que diz ameaçar os acordos firmados com Moscovo. “A Ucrânia já assinou acordos com a Rússia, com uma estrutura muito precisa, por isso as coisas funcionam de acordo com essa fórmula e não existirão mais disputas dessa natureza. A Ucrânia será sempre um parceiro fiável no que diz respeito ao transporte de gás para a Europa”, acrescentou. A Ucrânia é o principal ponto de passagem do gás russo fornecido à Europa. A luta de poder em Kiev pode voltar a interromper o fornecimento do combustível ao Velho continente, à semelhança do que aconteceu no início do ano.