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Cartum rejeita justiça internacional contra al-Bashir

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Cartum rejeita justiça internacional contra al-Bashir

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É o primeiro chefe de Estado em funções a ser procurado pelo Tribunal Penal Internacional.

O presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir, objecto de um mandado de captura por crimes cometidos no Darfour, desafia o tribunal e passeia truinfalmente pelas ruas de Cartum. Luis Moreno Campo, procurador chefe do tribunal sediado em Haia declarou que “assim que Omar al-Bashir viajar através de espaço aéreo internacional, pode ser detido”. Uma decisão do TPI que pode desestabilizar ainda mais uma região onde as Nações Unidas e diversas organizações levam a cabo a maior missão de ajuda humanitária do mundo. A ONU absteve-se para já de formular contra al-Bashir acusações de Genocídio por falta de indícios, apesar da morte de cerca de 300 mil pessoas desde 2003. Estima-se que o conflito no Darfour, que começou há seis anos quando milícias rebeldes se revoltaram contra o Governo, tenha resultado ainda em quase 3 milhões de deslocados. O embaixador do Sudão nas Nações Unidas rejeita as acusações do TPI. “Nós condenamos veementemente este veredicto, e para nós o Tribunal Penal Internacional não existe”, disse Abdelmahmood Abdelhaleem. Em Nova Iorque, apoiantes e críticos de regime de al-Bashir manifestaram-se junto da sede das Nações Unidas e a China pediu ao Conselho de Segurança da ONU para que sejam retiradas as acusações ao governante. Enquanto isso, em Cartum, centenas de pessoas protestaram contra o TPI ao mesmo tempo que o exército patrulhava as ruas em demonstrações de força.