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Bruxelas avança fundos estruturais

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Bruxelas avança fundos estruturais

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Como ajudar as regiões da Europa mais atingidas pela crise? Foi para dar resposta a esta pergunta que o Comité das Regiões reuniu, em Praga, 500 representantes das autoridades locais de mais de 250 autarquias. Afinal, 60% das directivas da Comissão é aplicada pelas autoridades locais e 70% dos investimentos públicos é decidido ao nível local.

Da reunião, saiu uma boa notícia. Durão Barroso prometeu avançar já os fundos previstos para os próximos anos: “Este ano, em 2009, vamos avançar 11 mil milhões de euros para os fundos estruturais, incluindo os regionais e os sociais.” Todas as autarquias estão de olhos postos nos fundos comunitários, para fazerem face à crise. Sobretudo, no Leste da Europa, onde a crise é potenciada pelo facto de não pertencerem à zona euro, como explica Matthias Kollatz-Ahnen, vice-presidente do Banco Europeu de Investimento: “Os países que não estão na zona euro são mais atingidos, em comparação com os outros. Porque, para além das dificuldades económicas, há igualmente uma especulação monetária. E as dificuldades económicas estão ligadas às dificuldades do sector bancário, o qual é sobretudo, formado por bancos estrangeiros.” Dificuldades económicas que ainda vão durar, a acreditar nas estimativas apresentadas por Durão Barroso, que prevê uma contracção do PIB europeu de 2%, este ano. Alguns analistas prevêem mesmo uma crise social no próximo Outono.