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Europa preocupada com possível reacender da "guerra do gás" a Leste

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Europa preocupada com possível reacender da "guerra do gás" a Leste

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A Europa está preocupada com a possibilidade de uma nova “guerra do gás” entre a Ucrânia e a Rússia.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse estar a “seguir de perto” a tensão instalada entre os dois países, depois do primeiro-ministro russo ter ameaçado cortar de novo o abastecimento de gás à Ucrânia. As declarações de Vladimir Putin surgem num contexto de tensão em Kiev, que envolve a empresa estatal energética ucraniana Naftogaz. “Se como resultado das acções das forças de autoridade e das detenções de responsáveis da Naftogaz não houver pagamentos, isso levará à interrupção do fornecimento de energia aos nossos clientes na Ucrânia e talvez aos nossos clientes na Europa”, disse o primeiro-ministro russo. Um aviso desnecessário, uma vez que a Ucrânia já pagou a última fatia de 50 milhões de dólares à russa Gazprom. Na quarta-feira, uma força da polícia ucraniana, a SBU, afecta ao presidente Victor Iushenko, fez uma busca ao edifício da Naftogaz. A empresa é suspeita de ter desviado seis milhões de toneladas cúbicas de gás. “A SBU não fará nada para interferir com o cumprimento das obrigações contratuais. Pelo contrário, ajudaremos como pudermos. Mas devo dizer que temos muitas dúvidas acerca do conteúdo desses contratos”, anunciou Valery Khoroshkovsky, representante da força policial. A busca acontece numa altura de batalha política em Kiev, com o presidente ucraniano a contestar o acordo do gás assinado em Moscovo pela primeira-ministra Iulia Timoshenko e Vladimir Putin.