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Desemprego galopa nos Estados Unidos

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Desemprego galopa nos Estados Unidos

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O desemprego nos Estados Unidos atingiu os valores mais altos dos últimos 25 anos.

Só no mês de Fevereiro, 651 mil pessoas perderam o emprego. Desde o início da recessão, em Dezembro de 2007, a economia já suprimiu 4 milhões e 400 mil empregos, com particular incidência nos últimos quatro meses. Em Outubro do ano passado, a taxa de desemprego nos Estados Unidos estava nos 6,6%; em Fevereiro deste ano atingiu os 8,1% e não há perspectivas de inversão da tendência, segundo as previsões económicas avançadas pelo governo. O presidente Barak Obama voltou hoje a defender o plano da sua administração para estimular a economia, mas não esconde a preocupação. “Eu sei que neste momento crucial para a América temos uma responsabilidade perante nós e perante os nossos filhos de estimular a economia uma vez mais. Temos a responsabilidade de agir e eu tenciono fazê-lo enquanto presidente dos Estados Unidos”. Palavras que confirmam a opinião de muitos actores da vida política e económica do país sobre a necessidade de medidas suplementares, como é o caso da presidente da comissão conjunta do senado e do congresso para a economia; Carolyn B. Maloney: “As medidas de estímulo precisam de tempo para terem efeitos mas a dimensão do desemprego indica que talvez sejam precisas medidas suplementares. Sem surpresas, a maior parte dos estados onde as pessoas estão a perder as casas têm também taxas de desemprego mais elevadas do que a média nacional”. Aos Estados mais afectados até agora, – Califórnia, Florida, Arizona, Nevada e Michigan – têm vindo progressivamente a juntar-se outros. Apesar dos 275 mil milhões das ajudas anunciadas pelo estado, 12,5% que não podem pagar os créditos estão a ver as casas vendidas em hasta pública.