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Ex-recluso de Guantanamo acusa MI5 de colaborar com práticas de tortura

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Ex-recluso de Guantanamo acusa MI5 de colaborar com práticas de tortura

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Binyam Mohamed, o primeiro prisioneiro a ser libertado da prisão de Guantanamo desde a eleição de Barack Obama, acusa os serviços secretos britânicos de terem colaborado com a CIA.

O MI5 terá enviado telegramas com perguntas à agência norte-americana, enquanto Mohamed estava detido numa prisão no Afeganistão, levando-o a confessar falsamente o envolvimento em actividades terroristas. O cidadão etíope, residente na Grã-Bretanha desde 1994 revelou este facto numa entrevista ao jornal Mail on Sunday, este sábado. Mohamed foi detido pela primeira vez em 2002 no Paquistão, tendo sido transferido para Marrocos, Afeganistão e finalmente Guantanamo, há cerca de quatro anos. Na entrevista, o ex-detido denuncia práticas de tortura, como a privação do sono e maus tratos físicos. Um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores respondeu que o país “abomina a tortura” e que uma acusação de possível acção criminosa já foi encaminhada para a procuradoria-geral.