Última hora

Última hora

Doentes e cientistas americanos aplaudem retoma da investigação com células embrionárias

Em leitura:

Doentes e cientistas americanos aplaudem retoma da investigação com células embrionárias

Tamanho do texto Aa Aa

Depois de oito anos de espera, está decidido. Barack Obama levantou a interdição à utilização de células estaminais embrionárias para investigação no campo da medicina regenerativa. Um longo tempo de espera para cientistas e pacientes que vêem no método a maior esperança no combate a muitas doenças.

“Esta é uma das áreas da pesquisa com maior avanço. No entanto fomos restringidos. Temos operado com uma mão atrás das costas”. As células em questão têm um enorme potencial. Retiradas de um embrião com apenas alguns dias, são a origem de todas as outras células. Os cientistas acreditam que elas se podem transformar em qualquer célula do corpo, substituindo tecido danificado ou doente e permitindo a reconstituição de órgãos. Uma grande esperança para os diabéticos, doentes de Parkinson e vítimas de paralisia por lesões na medula espinal. Numa reacção à notícia, o actor Michael J. Fox, um conhecido doente de Parkinson disse: “Não estamos interessados em exibir os nossos sintomas ou a pedir que tenham pena. Estamos apenas decididos a avançar com esta ciência. Já passou muito tempo”. A utilização dos inúmeros embriões que sobram de tratamentos de fertilização “in vitro” levanta questões morais que têm alimentado a controvérsia e a contestação por parte dos chamados movimentos “pro-vida”. Os cientistas defendem que esta é a melhor forma de aproveitar os embriões congelados. “Trabalhar com embriões e desviar linhas de células de embriões que de qualquer forma seriam deitados fora é na realidade melhor do ponto de vista ético do que simplesmente deitá-los fora para nada”, afirma Peter Andrew, director da unidade biotécnica da univesidade de Shefield. O debate também está em aberto na Europa onde já existe financiamento para este tipo de pesquisa. Mas por enquanto, a UE deixa a cada Estado membro a decisão de legislar sobre o assunto.