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Luxemburgo, Suiça e Áustria dizem "não" ao fim do sigilo bancário

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Luxemburgo, Suiça e Áustria dizem "não" ao fim do sigilo bancário

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Luxemburgo, Suiça e Áustria preparam uma estratégia comum para a cimeira do G20.

O objectivo: manter o sigilo bancário. Esta foi uma das conclusões do encontro entre representantes dos três países no âmbito da reforma financeira mundial. Mas os ministros das finanças garantem estar abertos ao diálogo. A menos de um mês da Cimeira do G20 em Londres pedem para ser integrados no debate sobre os paraísos fiscais. Luc Frieden, ministro das Finanças luxemburguês, explica que “manter o sigilo bancário como forma de protecção da esfera privada dos cidadãos honestos é importante, no quadro da discussão sobre a protecção de dados”. A iniciativa da mini-cimeira partiu da Suiça, que não quer fazer parte da lista negra dos paraísos fiscais do G-20. Em Fevereiro, o banco suiço UBS viu-se forçado a entregar a Washington os nomes de 300 clientes norte-americanos suspeitos de fraude fiscal. Os Estados Unidos pedem o nome de outros 50 mil clientes, mas Berna não está disposta a ceder. A solução para o conflito pode vir do vizinho do lado, que assinou um acordo com Washington. Um representante do primeiro-ministro do Liechtenstein explica que o principado reconheceu “as exigências legitimas dos Estados Unidos e que o equilibrio dos interesses está regulamentado, tornando-o num bom compromisso”. O acordo com o Liechtenstein, que parece decidido a acabar com a imagem de paraíso fiscal, permite o levantamento temporário do sigilo bancário a clientes norte-americanos suspeitos de fraude fiscal.