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Dalai Lama acusa Pequim meio século depois da insurreição tibetana

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Dalai Lama acusa Pequim meio século depois da insurreição tibetana

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Os tibetanos têm que estar preparados para tudo. Esta foi uma das mensagens principais que o Dalai Lama deixou aos seus conterrâneos no dia em que se assinala os 50 anos da insurreição falhada em Lahsa.

O líder espiritual, exilado no Norte da Índia, diz-se desencorajado pelos repetidos falhanços das conversações com Pequim. “Eu penso que as autoridades chinesas locais querem provocar mais uma crise para poderem esmagá-la facilmente. Temos de estar preparados para o pior e ao mesmo tempo continuar a ter esperança”, disse. Por seu lado, o Governo chinês enviou um reforço militar para território tibetano e para a província de Sichuan. Uma medida de prevenção que pretende evitar a repetição da violência do ano passado, quando os protestos se estenderam a várias províncias chinesas. A muitos quilómetros dali, em Berlim, um pequeno grupo de manifestantes anti-Pequim exigiu a libertação do Tibete junto à embaixada chinesa da capital alemã. Um protesto de maior dimensão teve lugar na Austrália perto do edifício da representação diplomática chinesa em Camberra. A polícia deteve quatro dos cerca de 300 manifestantes que marcharam entre o parlamento australiano e a embaixada para exigir a retirada dos chineses do Tibete.