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Dalai Lama critica Pequim meio século depois da rebelião tibetana

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Dalai Lama critica Pequim meio século depois da rebelião tibetana

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Foi ainda em Dharamsala, no norte da Índia, que o Dalai Lama assistiu às comemorações da rebelião que o levou a atravessar a fronteira em 1959.

O líder espiritual tibetano acusou Pequim de ter tornado a vida do Tibete num inferno e responsabiliza a China pela morte de milhares de tibetanos ao longo de meio século. “Ao ocupar o Tibete, o Governo comunista chinês levou a cabo uma série de campanhas represssivas e violentas que incluiram, entre outras, a reforma democrática, a luta de classes, a revolução cultural, a imposição da lei marcial e, mais recentemente, a reeducação patriótica”, disse. Depois da anexação chinesa do Tibete, que se deu entre 1950 e 1951, o Dalai Lama foi obrigado ao exílio na sequência de uma inssureição esmagada pelo regime chinês em Lahsa. Como medida de precaução e para evitar a repetição dos motins ocorridos em Março de 2008, Pequim enviou reforços militares para a região tibetana mas também para a província chinesa de Sichuan, onde o ano passado se registaram alguns dos confrontos mais violentos. A diplomacia chinesa acusou esta terça-feira o Dalai Lama de propagar rumores falsos sobre o Tibete. Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros defendeu que as reformas “democráticas” efectuadas pela China são “as mais vastas e profundas da história do território”. Entretanto, em Washington, algumas centenas de militantes anti-Pequim manifestaram-se junto à Casa Branca contra a ocupação chinesa da região conhecida como o tecto do mundo. O protesto surge numa altura em que o Congresso norte-americano pondera a aprovação de uma resolução de apoio ao povo tibetano.