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Cooperação económica domina visita do presidente angolano a Portugal

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Cooperação económica domina visita do presidente angolano a Portugal

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O presidente angolano termina hoje uma visita de dois dias a Portugal, marcada pelo reforço dos laços económicos entre os dois países.

José Eduardo dos Santos foi recebido pelo seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, antes de se deslocar à Assembleia da República. Os dois responsáveis debateram a situação na Guiné-Bissau, garantindo que vão conjugar esforços para assegurar a estabilidade no país, após o assassínio do presidente Nino Vieira. Mas a visita insere-se numa operação de charme de Angola para captar investimento estrangeiro de forma a fazer face à crise económica. Luanda vai firmar hoje um acordo para a criação de um banco de investimento luso-angolano, detido pela Caixa Geral de Depósitos e pela petrolífera angolana Sonangol. No ano passado, Angola triplicou o investimento em Portugal e pretende multiplicar as parcerias entre empresas dos dois países. A deslocação representa a primeira visita oficial de um chefe de Estado angolano a Portugal desde a independência em 1975. Mas o respeito dos direitos humanos e da democracia em Angola continua ainda a ensombrar as relações bilaterais. Trinta anos após ter assumido o poder, Dos Santos prometeu aprovar a Constituição do país até ao final do ano para poder submeter-se pela primeira vez ao sufrágio popular, nas eleições presidenciais.