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França consolida regresso ao comando militar da NATO

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França consolida regresso ao comando militar da NATO

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A França abandonou o comando militar integrado da NATO em 1966, ordenando o encerramento da sede da Aliança Atlântica no seu território depois do presidente Charles De Gaulle ter dito que Paris não seria arrastada para uma guerra na qual não escolheu participar.

A decisão, tomada em plena Guerra Fria, foi o culminar de anos de rivalidade franco-americana sobre o controlo da Aliança e armamento nuclear. Mas a ordem mundial mudou ao longo das últimas quatro décadas e, segundo Nicolas Sakozy, chegou o momento da França regressar à cúpula decisória da NATO. Na realidade, desde 1995, Paris tem um papel cada vez mais preponderante na organização transatlântica, com missões de comando no Kosovo, na Bósnia e no Afeganistão. Membro fundador da NATO, a França é hoje o quatro maior contribuinte em termos de orçamento e o quinto em termos de tropas e, segundo os apoiantes do actual presidente, a reintegração no comando militar poria simplesmente fim a uma situação descrita como “hipócrita”. Desde o fim da Guerra Fria, foram vários os líderes gauleses que tentaram a reaproximação com a Aliança, começando por François Miterrand e passando por uma tentativa falhada de Jacques Chirac em 1997. Vozea críticas na oposição e na própria formação de Sarkozy vêem a reintegração como uma prova da vontade do presidente de aproximar-se dos Estados Unidos – país que escolheu para a primeira visita oficial -, em detrimento dos aliados europeus. Os mais cépticos temem que Paris perca a sua independência e capacidade para fazer contrapeso a Washington. Didier Billion, vice-director do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas de Paris: “É uma completa ilusão considerar que podemos influenciar a direcção da NATO, mesmo se voltarmos ao comando militar integrado. Só os ingénuos é que acreditam, pensam e consideram que a NATO é uma organização onde existem discussões reais. Não há debate: os norte-americanos é que decidem”. O regresso da França ao comando militar da Aliança Atlântica pode, segundo os críticos, minar os esforços de construção de uma força de defesa unificada europeia. Sarkozy diz que a reintegração da França vai servir para impulsionar tanto a sua posição mundial, como o projecto de defesa do Velho Continente.