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União Europeia pressiona General Motors

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União Europeia pressiona General Motors

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Reunião de crise entre Estados membros e Direcção da General Motors esta sexta-feira, em Bruxelas. O principal, e talvez, único ponto em cima da mesa foi o futuro das actividades do construtor automóvel norte-americano em solo europeu.

Presentes na reunião, para além dos membros da direcção da General Motors estiveram os países europeus directamente afectados pelo momento complicado que a companhia está a atravessar, nomeadamente Portugal, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, Suécia e Bélgica. A Comissão Europeia convocou a reunião não só para pressionar o grupo norte-americano a desvendar a sua estratégia europeia, mas para obrigar os Estados membros a apresentarem uma posição comum face ao problema. A General Motors dá trabalho a 55 mil pessoas no continente europeu. Em Dezembro o grupo vendeu perto de 90 mil veículos de todas as marcas. Em Janeiro caiu para os 75 mil e em Fevereiro aproximou-se das 80 mil viaturas vendidas. A GM pretende obter ajudas de 3,3 mil milhões de euros de Berlim para não encerrar as fábricas alemãs da Opel de Bochum e Eisenach. O governo belga teme que a Alemanha ceda, o que implicaria o encerramento da fábrica da Opel de Antuérpia. O grupo norte-americano já fez saber que vai vender a Saab. Ao que tudo indica, a companhia sueca, que está sob protecção judicial para evitar a falência, já tem seis potenciais candidatos. De acordo com o semanário alemão Der Spiegel, a General Motors quer fechar três fábricas na Europa e suprimir um quinto dos seus 55 mil empregados para reduzir as despesas em 950 milhões de euros.