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Mundo dividido sobre medidas a adoptar contra a crise

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Mundo dividido sobre medidas a adoptar contra a crise

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É a pior crise desde a Grande Depressão, nos anos 30, e continua a dividir governos e especialistas sobre as medidas a adoptar para a travar. A economia mundial entrou num círculo vicioso do qual não consegue sair e deixou de inspirar confiança aos investidores.

De acordo com o Banco Asiático de Desenvolvimento, os activos financeiros do mundo inteiro perderam, até há data, cerca de 40 biliões de euros. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estimam para este ano uma retracção da economia pela primeira vez desde 1945 e prevêem um forte declínio do comércio mundial, para mínimos de 80 anos. Se se tiver em conta os prognósticos dos economistas do banco Natixis, o PIB do mundo inteiro vai perder 1% em 2009. As consequências da crise no mercado do crédito provocaram uma paralisia quase total da procura. Na região de Stroud, no sudoeste de Inglaterra, o número de lojas que tiveram que fechar atingiu níveis recorde. Vicky Hancock trabalha no município de Stroud e defende que “o encerramento de lojas constitui uma espiral descendente com efeitos negativos porque afecta outras lojas e pode atrair o vandalismo. Geralmente as pessoas deixam de frequentar o centro dos sítios onde vivem.” Nos Estados Unidos a taxa de desemprego voltou a subir em Fevereiro. Está agora nos 8,1%. Uma percentagem que corresponde a 651 mil postos de trabalho destruídos por empresas que se sentem ameaçadas pela recessão. Isto apesar do plano de relançamento económico faraónico anunciado por Barack Obama e que representa 5,6% do PIB norte-americano. Na Europa, a Alemanha segue na frente com um pacote de medidas equivalente a 3,3% do Produto Interno Bruto. As divisões sobre as medidas a adoptar para conter a recessão são grandes entre americanos e europeus, como teve oportunidade de referir Jean-Claude Juncker. Em conferência de imprensa o presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro luxemburguês, considerou que “os recentes apelos americanos para exigirem dos europeus esforços orçamentais suplementares para lutar contra os efeitos da crise não nos convêm.” Para os economistas, os planos de recuperação não terão o efeito desejado enquanto não estiver concluído o saneamento do sector financeiro. Para tal é preciso uma estratégia para eliminar os chamados activos tóxicos dos registos contabilísticos dos bancos.