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Suíça e Luxemburgo dispostos a flexibilizar sigilo bancário

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Suíça e Luxemburgo dispostos a flexibilizar sigilo bancário

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Com a aproximação da cimeira do G20, os chamados paraísos fiscais sentem a pressão para uma maior transparência.

A Suíça mostrou-se hoje disposta a flexibilizar o seu famoso sigilo bancário, posição assumida também pelo Luxemburgo. A Áustria fez saber que não mudará a legislação, mas irá colaborar quando existirem “suspeitas justificadas”. No Conselho de Ministros Franco-Alemão desta quinta-feira, Paris e Berlim exigiram um maior controlo dos paraísos fiscais. Tal como o Reino Unido, França e Alemanha ameaçam com sanções contra os países considerados não cooperantes em matéria fiscal. Segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy, “renunciar ao segredo bancário não significa renunciar ao sigilo da vida privada, mas apenas declarar de onde vem e para onde vai o dinheiro. É o mínimo que se pode exigir”. Face aos receios de se verem integrados numa “lista negra” de paraísos fiscais, Andorra, Lichtenstein e Bélgica prometeram também medidas para facilitar a transferência de informações. O Mónaco – que tal como o Lichtenstein e Andorra figura numa lista de países não cooperantes elaborada pela OCDE – absteve-se até ao momento de qualquer declaração. Os ministros das Finanças do G20 debatem este fim de semana o assunto, num encontro preparatório da cimeira de Abril. O Parlamento Europeu já apelou aos Vinte e Sete para que introduzam sanções contra os paraísos fiscais.