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Suíça, Luxemburgo e Áustria aligeira sigilo bancário

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Suíça, Luxemburgo e Áustria aligeira sigilo bancário

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À semelhança do que já foi anunciado por Andorra e o Liechtenstein, a Suíça, a Áustria e o Luxemburgo decidiram adoptar formalmente regras da OCDE de transparência e cooperação internacional contra delitos fiscais.

Os novos procedimentos não significam, no entanto, um levantamento automático do sigilo bancário. Os três Estados vão fornecer detalhes bancários caso a caso, mediante pedidos das autoridades e evidências de fraude. “O conselho federal suíço desaprova veemente a troca automática de informações. A privacidade dos clientes vai permanecer protegida, sublinhou o ministro das Finanças helvético. Das nações que estavam incluídas na lista negra da OCDE, apenas o Monaco ainda não fez qualquer referência ao aligeiramento do sigilo bancário. Apesar de adoptarem uma nova posição sobre esta matéria, os Estados europeus considerados paraísos fiscais não foram tão longe quanto pretendiam a França e a Alemanha. Recentemente, a Comissão Europeia avançou com uma proposta para proibir qualquer forma de sigilo bancário mas o Luxemburgo anunciou que faria valer o seu veto. Os paraísos fiscais são um dos principais pontos do debate sobre a reforma do sistema financeiro já que, de acordo com estimativas, circulam em contas off-shore de todo o mundo, 7 biliões de euros. A Suíça é considerada o paraíso fiscal mais beneficiado, já que sozinha gere quase um terço desse capital.