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Antiga guerrilha marxista pode chegar ao poder em El Salvador

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Antiga guerrilha marxista pode chegar ao poder em El Salvador

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Nas presidenciais deste domingo, El Salvador escolhe entre uma viragem à esquerda e a continuidade da direita, no poder há já 20 anos.

O candidato do antigo grupo guerrilheiro marxista, Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional conta com 5% de vantagem sobre a Arena, a Aliança Republicana Nacional. Maurício Funes, o candidato da esquerda nunca combateu na guerrilha. Jornalista, hoje com 49 anos, foi repórter durante a guerra civil que, de 1980 a 92, matou 75 mil pessoas. Apresenta-se como um centrista, mais próximo da esquerda moderada de Lula da Silva do que do governo de Hugo Chavez, e promete atenuar os efeitos da crise mundial, mantendo boas relações com os Estados Unidos. Já Rodrigo Ávila, antigo chefe da polícia, reconhece ter morto rebeldes quando era soldado e qualifica os adversários de “comunistas” e “terroristas” que vão transformar El Salvador num satélite da Venezuela. Mas, por outro lado, a sua estratégia de maior repressão policial, para combater o estatuto de país mais violento do mundo, não tem funcionado com a criminalidade em constante crescimento. 4 Milhões e 200 mil salvadorenhos são chamados às urnas para eleger o novo presidente num país onde um operário ganha em média 5 dólares por dia e quase metade da população vive abaixo do limiar da pobreza.