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G-20 longe de um acordo

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G-20 longe de um acordo

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Ao fim do primeiro dia de trabalhos, os ministros das Finanças e o governadores dos bancos centrais do G-20 estavam longe de um acordo ambicioso.

Persistiam as divergências entre os Estados Unidos, a Europa, e o BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.. Os Estados Unidos, que atribuiram 5,6 pror cento do PIB ao combate à crise, estão em oposição clara à Europa que, para o mesmo efeito, destinou menos de 2 por cento, o valor mínimo pedido pelo FMI. Mas ainda há optimismo, como o da ministra francesa da Economia e Finanças: “Analisámos os quetro pilares que são ao mesmo tempo a regulação, a salvação dos bancos, os estímulos e a governabilidade mundial. Procuramos os melhores consensos, entre as nossas respectivas posições. Mas estou muito optimista”. Consenso que parece difícil, sobretudo, porque os Estados Unidos insistem no aumento do esforço público de estímulo à economia, como defende Barack Obama: “Eu penso que há dois princípios gerais que gostaríamos de ver sair do G20. O número um: que os esforços de estímulo de todos os países sejam suficientemente robustos para travar o declínio da procura”. Queda da procura, um mal de que se queixam também o países do grupo BRIC. Num comunicado conjunto, Brasil, Rússia, Índia e China dizem que as organizações financeiras multilaterais devem aumentar os volumes dos empréstimos, porque o capital privado nâo vai regressar à economia, antes do fim de 2010. Mais, recusam aumentar a sua participação financeira no FMI, se não lhes for atribuída mais capacidade decisória.