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Madagáscar: Oposição afirma ter tomado o poder

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Madagáscar: Oposição afirma ter tomado o poder

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A oposição em Madagáscar diz que tomou o poder na ilha africana no Índico e apresentou um ultimato ao presidente para se demitir.

O líder da oposição malgaxe regressou à capital e perante pelo menos 15 mil apoiantes, reunidos no centro de Antananarivo, mostrou o cartão vermelho definitivo ao presidente Marc Ravalomanana, afirmando que assumia doravante as funções presidenciais e comprometendo-se a organizar eleições no prazo de 2 anos. Foi a primeira aparição pública em mais de uma semana de Andry Rajoelina, que está há vários dias sob protecção da ONU. Desde o início do ano a luta aberta entre o edil destituído da capital e o presidente do país já fez 135 mortos. A oposição diz que o “presidente da República, a Assembleia Nacional, o Senado e o governo foram destituídos das suas funções” e que não está disposta a negociar uma saída para a crise. O palácio presidencial está protegido por um cordão de segurança e não há até ao momento qualquer notícia de uma tentativa para o atacar. O presidente Ravalomanana, que tem progressivamente perdido o controlo da polícia militar e do exército, respondeu ao ultimato da oposição afirmando que não vai deixar o poder “nas próximas 24 horas”. Militares, partidários da oposição, já entraram na capital, mas afirmam não terem a intenção de realizar um golpe de Estado, num país profundamente dependente do turismo e das ajudas estrangeiras e onde mais de metade da população vive com menos de um dólar por dia. A crise em Madagáscar tem vindo em crescendo desde a descoberta de petróleo há 3 anos.