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G-20 longe de um acordo

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G-20 longe de um acordo

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Terminou a ministerial do G-20, em Londres com um comunicadofinal que apela à utilização de todos os meios possíveis, para enfrentar a crise financeira.

O comunicado não disfarça as diferenças de pontos de vista entre os Estados Unidos e a Europa. Washington defende um maior investimento público, a Europa, pelo contrário, quer moderar os estímulos financeiros. Mas dois lados da controvérsia há a ideia que o esforço tem de ser concertado,como disse o secretário do Tesouro dos Estados Unidos: “Pode ver-se o mundo a mudar a uma mesma velocidade e numa escala sem precedentes, nos tempos modernos. Todas as grandes economias estão a usar pacotes de incentivos fiscais substanciais. Quanto mais forte for a resposta mais rapidamente vira a recuperação”. Mas a França e a Alemanha resistem. Não querem afectar mais capitais públicos, para recuperar a economia. Preferem aumentar a regulação dos mercados financeiros. O dinheiro não é suficiente pararecuperar a confiança, de acordo com o ministro alemão da Economia: “Não faz nenhum sentido injectar cada vez mais dinheiro na economia, porque isso não vai restaurar a confiança nos mercados financeiros”. Os ministros das finanças e da economia do G-20 não conseguiram grandes resultados. Mas o consenso pode chegar a dois de Abril, na cimeira de Londres. E o Brasil, Rússia, Índia e China podem jogar um papel determinante. E já avisaram que as entidades financeiras multi-laterais terão de libertar mais dinheiro, para refinanciar a economia produtiva.