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Presidente malgaxe propõe referendo para sair da crise enquanto UA reúne de urgência

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Presidente malgaxe propõe referendo para sair da crise enquanto UA reúne de urgência

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Entrincheirado no palácio presidencial, Marc Ravalomanana propõe um referendo como saída para a crise em Madagascar.

Perante cinco mil apoiantes, o presidente malgaxe sublinhou no entanto que “nunca” aceitará a demissão. Árbitro parcial do conflito, o Exército composto por 28 mil efectivos exclui de momento tomar as rédeas do país. Mas os militares mantêm uma posição de relevo na capital e não escondem um apoio tácito à oposição. O líder opositor, Andry Rajoelina, proclamou este sábado o “comando” do Exército e a “direcção” do país. O ex-autarca de Antananarivo tomou a sede do Governo e anunciou uma “alta autoridade de transição”, para conduzir o país e organizar eleições “livres e justas” no prazo de dois anos. A presidência e o executivo afirmam que o poder continua nas mãos de Ravalomanana. A ameaça de uma degeneração da crise na ilha levou a União Africana a convocar uma reunião de urgência do Conselho de Paz e de Segurança, já para esta segunda-feira. A crise iniciada a 26 de Janeiro fez mais de uma centena de mortos. Um dos episódios mais violentos foi protagonizado pela guarda presidencial a 7 de Fevereiro, saldando-se na morte de 28 apoiantes da oposição e mais de 200 feridos, durante uma manifestação contra o poder.