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Acordo de Netanyahu com a extrema-direita preocupa palestinianos e comunidade internacional

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Acordo de Netanyahu com a extrema-direita preocupa palestinianos e comunidade internacional

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O primeiro acordo concluído por Benjamin Netanyahu para a formação do governo de Israel está deixar preocupadas as autoridades palestinianas e a comunidade internacional. O Likud, segundo mais votado nas eleições de 10 de Fevereiro, concluiu um acordo de coligação com a formação de extrema-direita Israel Beiteinu, terceira mais votada, depois de horas de negociações entre os dois partidos.

Nos termos do acordo, o líder da extrema-direita Avigdor Lieberman vai ocupar o cargo de ministros dos Negócios Estrangeiros. O Israel Beiteinu vai ainda assumir ainda as pastas da Segurança Interna, das Infra-estruturas, do Turismo e da Integração. Para o negociador palestiniano Saeb Erekat “o governo israelita vai ter um ministro dos Negócios Estrangeiros que defende abertamente no seu programa político a expulsão dos não judeus de Israel, ou seja cristãos e árabes israelitas muçulmanos que são cidadãos deste país. Se isto não é racismo, então eu não sei o que é o racismo”, conclui. Quem também já exprimiu algumas reservas sobre as políticas do próximo governo israelita foi o Alto Responsável da Política Externa Europeia. Javier Solana afirmou que a União Europeia está pronta “para negociar com um governo israelita que está preparado para respeitar os seus compromissos antigos e para trabalhar na solução dos dois Estados. Se assim não for, a situação será diferente”, advertiu. A aliança Likud-Israel Beiteinu não dá à coligação governamental a maioria absoluta. Para entrar no governo e ser chefe da diplomacia, Tzipi Livni do Kadima fez duas exigências, mas estas foram rejeitadas por Benjamin Netanyahu.