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El Salvador entra numa nova era

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El Salvador entra numa nova era

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É um virar da página para El Salvador. 17 anos após a assinatura do acordo de paz entre o governo de direita e a guerrilla de esquerda, o candidato da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional põe fim a duas décadas de hegemonia da direita.

Os 12 anos de guerra civil entre os governos apoiados pelos Estados Unidos e o FMLN dilaceraram o pequeno país da América Central. Entre 1980 e 1992 cerca de 75.000 pessoas perderam a vida. Na memória dos salvadorenhos está ainda bem presente o assassínio do arcebispo Oscar Arnulfo Romero pelos esquadrões da morte e o fuzilamento de 40 pessoas que assistiam ao funeral. É por esta altura, que Mauricio Funés se torna num jornalista conceituado. Um homem que simpatiza com o partido fundado pelos antigos guerrilheiros marxistas e fustiga os governos de direita. Durante a campanha eleitoral demarca-se do presidente venezuelano Hugo Chávez, e diz-se antes inspirado pelo presidente, Lula da Silva. Casado com uma brasileira representante do Partido dos Trabalhadores de Lula na América Central, promete lutar contra a evasão fiscal para ajudar os emigrantes a regressarem ao país. Mauricio Funés justifica “o crescimento deve-se às remessas dos emigrantes” que afirma dinamizaram o mercado interno. “Não se trata de um fluxo de dólares gerado por capacidade própria, mas que vem dos Estados Unidos. Prende-se com a dinâmica da economia norte-americana” conclui. A economia do país é uma das mais dependentes da América Latina. Os dois milhões e meio de emigrantes que vivem nos Estados Unidos são responsáveis pelo envio de cerca de três mil milhões de euros, o equivalente a 17% do PIB. As remessa dos emigrantes são a segunda fonte de receita do país e as relações com os Estados Unidos uma prioridade para o novo Chefe de Estado, que deve tomar posse no início de Junho. Pela tem vários desafios. Entre eles está a luta contra a pobreza, que afecta 37% da população.