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Suiça resiste à quebra do sigilo bancário

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Suiça resiste à quebra do sigilo bancário

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As autoridades suiças querem defender o segredo bancário a todo o custo. Berna encarregou um gabinete de advogados norte americanos para explicarem a posição jurídica da Suiça no processo que opõem o banco UBS a Washington.

Também o embaixador alemão na Suiça foi chamado depois das declarações de Berlim que levantavam dúvidas sobre a boa vontade das autoridades helvéticas em matéria de fiscalidade. Steinbbruck afirmara que existiam razões para duvidar da vontade da Confederação helvética e da Áustria em aplicar completamente os Standards de cooperação e desenvolvimento económico em termos de transparência fiscal. Pressionados pelos Estados Unidos os suíços anunciaram no início do mês a maior mudança nas leis de segredo bancário do País no último século. Mas a estratégia não significa abolir o sigilo. O presidente da Suíça, Hans Rudolf Merz defende que “O segredo bancário é parte de uma atitude social, da mentalidade de nosso país. É a protecção da privacidade. Não vejo motivo para acabar com o segredo bancário.” O conflito foi desencadeado pelas turbulências financeiras do banco UBS. O serviço de impostos dos Estados Unidos quer obrigar o banco a revelar os registos de cerca de 52 mil clientes norte-americanos que terão alegadamente violado a legislação dos Estados Unidos, por usarem contas não declaradas no valor de pelo menos 14,8 mil milhões de dólares (quase 11,8 mil milhões de euros).