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Luz verde para o regresso da França ao comando integrado da NATO

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Luz verde para o regresso da França ao comando integrado da NATO

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Ciente de que até no próprio partido havia parlamentares contra o regresso da França ao comando integrado da NATO, o primeiro-ministro francês usou um subterfúgio parlamentar para garantir a vitória na votação. François Fillon apresentou a lei ao Parlamento como uma moção de confiança no Governo.

“Considero que a política externa é conduzida pelo Chefe de Estado, que é eleito por sufrágio universal e que ela não deve ser negociada com o parlamento. E é a razão pela qual vos peço a aprovação desta política externa”, afirmou Fillon. 329 deputados votaram a favor da moção de confiança, 238 contra. Entre os opositores, alguns centristas, ecologistas, comunistas e socialistas. “A posição adoptada pelo presidente Sarkozy é pouco convicente e, na minha opinião, põe em causa um certo consenso nacional sobre a defesa, que é útil para um grande país, mas que também afecta uma parte da identidade da França”, criticou o antigo primeiro-ministro socialista, Lionel Jospin. Há 43 anos, a França abandonou o comando militar da NATO, por decisão do general Charles de Gaulle, mas o país nunca saiu da Aliança Atlântica.