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Madagáscar: transição ou golpe de Estado?

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Madagáscar: transição ou golpe de Estado?

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A praça 13 de Maio, no centro da capital de Madagáscar voltou a ser palco de uma manifestação, desta feita para aclamar o novo chefe de Estado do país.

Depois de dois meses e meio de protestos da oposição terem levado ontem à demissão do presidente, o novo líder, Andry Rajoelina, apelou à reconciliação e à formação de um governo de unidade nacional. O jovem opositor ao poder deposto vai ser investido presidente no próximo Sábado. Depois de ter obtido plenos poderes do exército e do Tribunal Constitucional, Rajoelina iniciou discussões para lançar um plano de combate contra a pobreza. O político vai chefiar uma autoridade de transição durante os próximos dois anos, até à convocação de eleições e à revisão da Constituição para que se possa candidatar à presidência. Rajoelina, de 34 anos, tem menos seis anos do que a idade mínima exigida para o cargo. Mas a aclamação popular não dissipa as reticências da comunidade internacional face ao que considera ser um golpe de Estado. A União Africana suspendeu o país da organização, depois de ter exigido o respeito da Constituição. A França, antiga potência colonial, exige eleições num curto espaço de tempo. Washington evacuou a embaixada no país, depois de ter desmentido os rumores de que o presidente deposto, Marc Ravalomanana, ter-se-ia refugiado nas instalações.